ISAE4

Nome da Empresa Isa Energia Brasil
CNPJ 02.998.611/0001-04
Ano de entrada na bolsa 1999
Quantidade de funcionários 1.700
Ano de fundação 1999

Descrição da Empresa

A Isa Energia Brasil atua no segmento de Transmissão de energia, sendo a empresa privada líder no segmento. Por meio de suas atividades e de suas controladas e coligadas, a Companhia atua em 18 estados do País (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Espírito Santo e Bahia), e é responsável por aproximadamente 30% de toda a energia elétrica transmitida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).

A empresa anteriormente era conhecida como Isa Cteep ou Transmissão Paulista. A mudança de nome reflete sua expansão de atuação para "além das fronteiras paulistas” e consolida o posicionamento como gestora de um amplo portfólio de concessões.

Para entender esta troca de nome da Companhia, é interessante conhecer um pouco da história da empresa até os dias atuais. A ISA CTEEP foi constituída em 1999, a partir da divisão dos ativos da estatal paulista Companhia Energética de São Paulo (CESP). Em 2001, incorporou a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE), resultado do desmembramento da Eletropaulo. A empresa só foi privatizada em 2006, a partir de um leilão público promovido pelo governo do estado de São Paulo, em que o grupo empresarial ISA (um dos maiores grupos de transmissão de energia elétrica na América Latina) adquiriu o controle da companhia.
Controlada pela ISA Capital do Brasil desde 2006, empresa colombiana de sistemas de infraestrutura lineares, a ISA Energia Brasil tem entre seus grandes investidores a Axia Energia (antiga Eletrobras), maior grupo de energia elétrica brasileiro, e desde sua privatização expandiu consideravelmente sua participação no setor de transmissão de energia elétrica no país, avançou em políticas de Responsabilidade Social e Empresarial (RSE), conquistou certificações internacionais e foi a empresa que anunciou o primeiro projeto brasileiro Conexão Jaguar, programa de sustentabilidade que contribui para a mitigação das mudanças do clima, conservação de áreas importantes para a biodiversidade e preservação de populações da onça-pintada na América Latina, por meio da comercialização de créditos de carbono certificados internacionalmente.

Fachada do prédio da Isa Energia.

Através dos seus ativos próprios e por meio de suas empresas controladas e coligadas, a Companhia conta com mais de 1.700 colaboradores e uma infraestrutura com capacidade instalada de 82 mil MVA de transformação, constituída por aproximadamente 23 mil km de linhas de transmissão, 32 mil km de circuitos e 137 subestações, sendo 134 delas subestações próprias.

Torres de Transmissão da Isa Energia.

A coordenação e o controle da operação das instalações da Companhia, e de todas as instalações de geração e transmissão de energia elétrica do SIN, são de responsabilidade do Operador Nacional do Sistema Elétrico (“ONS”), sob fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). A Companhia investe continuamente na manutenção e modernização da sua rede, contribuindo diretamente para a expansão do sistema de transmissão nacional. Desde 2016, Companhia arrematou 19 lotes em leilões de transmissão realizados pela ANEEL.

Segue abaixo um resumo da capacidade atual da empresa:

Resumo da capacidade atual da Isa Energia.

Segue abaixo o histórico completo da companhia:

  • A ISA ENERGIA BRASIL, sociedade de capital aberto constituída em 04 de fevereiro de 1999 por efeito da cisão parcial da Companhia Energética de São Paulo (“CESP”), ocorrida no âmbito do Programa Estadual de Desestatização, criado pela Lei n° 9.361/96 do estado de São Paulo, e passou a operar a atividade de transmissão de energia elétrica como concessionária de serviço público de transmissão de energia elétrica.

    Ano 1999

  • Em junho de 2001, incorporou a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A. (“EPTE”), oriunda da cisão parcial da Eletropaulo - Eletricidade de São Paulo S.A. No mesmo ano a Companhia e a União celebraram o Contrato de Concessão para Transmissão de Energia Elétrica nº 059/01, incluindo rede básica e demais instalações de transmissão, que no mesmo ano, obteve o prazo de duração prorrogado por 30 anos, se estendendo até o ano de 2042.

    Ano 2001

  • Em leilão de privatização realizado em 2006, na Bolsa de Valores, Governo do Estado de São Paulo, acionista majoritário, alienou 31.341.890.064 ações ordinárias de sua propriedade, correspondentes a 50,1% das ações ordinárias de emissão da Companhia. Na data, a empresa vencedora do leilão foi a Interconexión Eléctrica S.A.E.S.P (“ISA”), que, dessa forma, passou a ser a controladora direta da Companhia. Ainda em 2006, a ISA Capital do Brasil S.A. adquiriu mais 10.021.687 ações ordinárias de emissão da Companhia, detidas pelo Estado de São Paulo, passando a deter 31.351.911.751 ações ordinárias, correspondentes a 50,1% do total dessa espécie de ações.

    Ano 2006

  • Em janeiro de 2007, a ISA Capital do Brasil S.A. adquiriu, por meio de leilão de oferta pública de aquisição de ações realizada na B3, 24.572.554.070 ações ordinárias de emissão da Companhia, correspondentes a 39,3% do total dessa espécie de ações. Em decorrência dessa aquisição, a ISA Capital do Brasil S.A. passou a deter o equivalente a 89,4% do capital votante e 37,5% do capital total da Companhia. Depois, em novembro de 2007, a Companhia participou de um leilão público promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”) e saiu vencedora do lote de concessão de transmissão que interliga os Estados de Tocantins, Maranhão e Piauí, com 720 quilômetros de linhas e investimentos de R$ 533,6 milhões.

    Anos 2007

  • Em 11 de fevereiro de 2008, o Conselho de Administração da Companhia aprovou uma reestruturação societária, ratificada pelos acionistas da Companhia em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28 de fevereiro de 2008, com o objetivo de melhorar as condições de capitalização e de fluxo de caixa da Companhia por meio do aproveitamento do benefício fiscal na Companhia, no montante de R$ 232.000 mil, relativo ao ágio pago pela ISA Capital do Brasil S.A. no processo de aquisição do controle acionário da Companhia. A partir de 2008, a Companhia avançou na consolidação de sua participação no setor elétrico brasileiro por meio da participação em leilões promovidos pela ANEEL, nos quais teve a oportunidade de conquistar lotes de ativos de transmissão. Mais adiante, em julho de 2008, a Companhia constituiu a IE Pinheiros com o objetivo de explorar a concessão das linhas de transmissão e subestações arrematadas nos Lotes E, H e K do Leilão nº 004/2008 e Lote K do Leilão nº 004/2011 da ANEEL. Por fim, em dezembro de 2008, a Companhia constituiu, em sociedade com Furnas e CHESF, a IE Madeira para explorar a concessão das linhas de transmissão e subestações arrematadas nos Lotes D e F do Leilão nº 007/2008 da ANEEL. Este empreendimento faz parte do complexo hidrelétrico do Rio Madeira e seu sistema de transmissão foi concebido e implantado com tecnologia de Corrente Contínua, utilizado para transmitir grandes potências e longas distâncias.

    Anos 2008

  • A Companhia constituiu a controlada Serra do Japi em 1º de julho de 2009, com o objetivo de explorar a concessão das subestações Jandira e Salto arrematadas no Lote I do Leilão nº 001/2009 da ANEEL. Em 2012, a Serra do Japi iniciou sua operação comercial.

    Ano 2009

  • Em outubro de 2011, a Companhia constituiu, em sociedade com CHESF, a IE Garanhuns para explorar a concessão das linhas de transmissão e subestações arrematadas no Lote L do Leilão nº 004/2011 da ANEEL.

    Ano 2011

  • Em dezembro de 2012, a ISA ENERGIA BRASIL concluiu a aquisição da controlada Evrecy que pertencia à EDP Energias do Brasil S.A (“EDP”). A Evrecy é uma empresa prestadora de serviços de transmissão de energia elétrica, cuja origem se deu a partir da cisão de ativos de geração e transmissão da Espírito Santo Centrais Elétricas. O vencimento de parte do contrato de concessão é em 17 de julho de 2025. Posteriormente, em setembro de 2012, foi publicada a Medida Provisória nº 579 (“MP 579”), que regulamentou a prorrogação das concessões pela Lei nº 9.074 de 1995, onde nos termos da MP 579, as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia, vencidas ou vincendas nos 60 meses subsequentes à sua publicação, poderiam ser prorrogadas a critério do poder concedente, uma única vez, pelo prazo de até 30 anos. Entretanto, para a atividade de transmissão, referida prorrogação dependeria da aceitação expressa, dentre outras, das seguintes condições: (i) receita fixada conforme critérios estabelecidos pela ANEEL; e (ii) submissão aos padrões de qualidade de serviço fixados pela ANEEL. Para maiores detalhes sobre a MP 579.

    Ano 2012

  • No ano de 2015, o recebimento das parcelas de indenização referente às instalações energizadas a partir de 01 de junho de 2000 chamadas Rede Básica – Novas Instalações (“RBNI”) foi concluído.

    Ano 2015

  • Em 20 de abril de 2016, foi emitida a Portaria nº 120 do MME que determinou que os valores homologados pela ANEEL através do Despacho nº 4.036/2015, relativos às instalações do SE, passem a compor a Base de Remuneração Regulatória das concessionárias de transmissão de energia elétrica a partir do processo tarifário de 2017, pelo prazo estimado de 8 anos. Posteriormente, em 06 de outubro de 2016, foi emitida Nota Técnica nº 336/2016 da ANEEL que apresentou proposta de regulamentação quanto ao previsto na Portaria nº 120 do MME. Com o resultado da referida Audiência Pública foi emitida a Nota Técnica nº 23/2017, que regulamenta a metodologia de cálculo do custo de capital e do cálculo da RAP a ser adicionado referente o valor das instalações do SE e determinam valores e prazos de pagamento por concessionárias. Por fim, ainda em 2016 a Companhia arrematou três lotes, sendo 2 em parceria com a TAESA, no leilão de transmissão que ocorreu em outubro de 2016. O investimento ANEEL ajustado pela participação da ISA ENERGIA BRASIL nos lotes é de R$723.175 mil.

    Ano 2016

  • A Companhia arrematou mais cinco lotes, 1 deles em parceria com a TAESA, no leilão de transmissão que ocorreu em abril de 2017. O investimento ANEEL ajustado pela participação da ISA ENERGIA BRASIL nos lotes é de R$2.228.290 mil. Depois, em 30 de maio de 2017, foi emitido o Despacho ANEEL nº 1.484/17, que reconhece como valor dos ativos o valor total de R$4.094 milhões data base 31 de dezembro de 2012. O impacto inicial da RBSE foi reconhecido contabilmente em setembro de 2016 e o complemento do valor reconhecido pela ANEEL foi registrado contabilmente durante o 2T2017. Por fim, o ano de 2017 também foi marcado pela conclusão do processo de aquisição de 100% das ações da Interligação Elétrica Norte e Nordeste (“IENNE”), sendo 50% das ações adquiridas da Isolux Energia e Participações S.A. (“ISOLUX”) e 25% (vinte e cinco por cento) adquiridas da Cymi Holdings (“CYMI”), por R$101,1 milhões e pelas participações vitoriosas nos leilões de transmissão realizados pela ANEEL.

    Ano 2017

  • Em continuidade à sua estratégia de expansão, em 2018 a Companhia adquiriu da Cymi Holdings (“CYMI”), 50% menos uma ação do capital social total da Interligação Elétrica Sul S.A. (“IESUL”) pelo valor de R$ 20,1 milhões e passou a deter 100% do capital social da IESUL. Em junho de 2018 a Companhia teve participação vitoriosa no leilão de transmissão nº 02/2018 realizado pela ANEEL e arrematou dois lotes.

    Ano 2018

  • Em 04 de abril de 2019, a AGE aprovou a proposta de desdobramento da totalidade das ações da Companhia na proporção de 1 ação ordinária para 4 ações ordinárias e 1 ação preferencial para 4 ações preferenciais. O desdobramento não implicou na modificação do capital social da Companhia, que permanece no valor de R$ 3,6 bilhões. Ainda em 2019, outros três lotes foram arrematados no leilão de transmissão que ocorreu em dezembro.

    Ano 2019

  • Em 2020, a Companhia continuou crescendo com o anúncio da aquisição da PBTE (Piratininga Bandeirantes Transmissora de Energia), que conecta 2 subestações da ISA ENERGIA BRASIL, com preço de aquisição de R$1.594.000 mil. Além disso, no mesmo ano, celebrou a conquista de mais um lote no leilão de dezembro.

    Ano 2020

  • Em 2021, foram energizados 2 projetos arrematados nos leilões de transmissão realizados pela ANEEL, a IE Aguapeí e a Subestação Lorena. Vale destacar que à Subestação Lorena, representa um avanço da digitalização do Setor Elétrico, por se tratar da 1ª subestação digital do SIN. Outro marco histórico de inovação para a companhia e para o setor foi a conquista da aprovação pela ANEEL do 1º projeto de armazenamento de energia em baterias em larga escala no sistema de transmissão brasileiro. Também em 2021, foi concluída a aquisição da PBTE. Por fim, o Ministério da Fazenda da Colômbia anunciou a assinatura do contrato interadministrativo de compra e venda com a Ecopetrol S.A. para adquirir 51,4% das ações que o governo detém na ISA, controladora da ISA Capital do Brasil, acionista controlador direto da ISA ENERGIA BRASIL.

    Ano 2021

  • Em 2022, foram energizados mais 5 projetos conquistados em leilões da ANEEL agregando mais 1.210 km de linhas. A IE Biguaçu é um empreendimento inédito no Brasil, o único a contemplar linhas de transmissão com trechos aéreo, submarino e subterrâneo. Ainda em 2022, a Companhia inaugurou o 1º banco de baterias para armazenamento de energia em larga escala no país. Instalado na Subestação Registro, no estado de São Paulo, garantiu o reforço de energia para atender o aumento da demanda por energia no litoral paulista. Além disso, evitou a emissão de mais de 1.000 mil toneladas de carbono que teriam ocorrido se, no lugar dessa inovação, geradores a diesel tivessem sido instalados.

    Ano 2022

  • Entre 2022 e 2023, a ISA ENERGIA BRASIL, conquistou 5 lotes no leilão de transmissão. Passando a deter 35 contratos de concessão, com os mais longevos vencendo em setembro de 2053. Os 19 lotes conquistados pela Companhia nos leilões de 2016 a 2023 possuem investimento ANEEL de R$17,1 bi no sistema elétrico nacional. Ainda em 2023, a ISA ENERGIA BRASIL energizou parcialmente 2 projetos IE Itaúnas e IR Triângulo Mineiro.

    Ano 2023

  • Em 2024, a ISA ENERGIA BRASIL foi responsável pelo desenvolvimento do 1º projeto com tecnologia FACTS, do tipo Smart Valves, no sistema elétrico nacional. Tecnologia inédita no Brasil que gera maior flexibilidade e estabilidade ao sistema de transmissão, ao redirecionar o fluxo de energia dos circuitos sobrecarregados para os mais ociosos. No ano, também energizou o projeto Minuano.

    Ano 2024

  • Em 2025, a Companhia energizou os projetos Água Vermelha, Riacho Grande e o bloco 1 do projeto Piraquê, todos concluídos com antecipação aos prazos da ANEEL, de aproximadamente 16 meses, 5 meses e 22 meses, respectivamente.

    Ano 2025

O sistema elétrico brasileiro é dividido em duas etapas principais: geração e transmissão. A geração envolve a produção de energia elétrica por meio de usinas hidrelétricas, termelétricas, eólicas, solares, entre outras fontes. Já a transmissão refere-se ao transporte dessa energia por meio de linhas de transmissão até os centros de distribuição e consumo. Ainda existe a Distribuição dessa energia, que é realizada localmente por empresas como a Light, Neoenergia, CEEE Equatorial, RGE, entre outras.

No Brasil, o setor elétrico é regulado e supervisionado pela ANEEL, que estabelece as regras e diretrizes para a operação e remuneração das empresas do setor.

Para entender melhor como funciona o negócio da Isa Energia Brasil, é importante saber que a companhia faz parte do Sistema Interligado Nacional (“SIN”), um sistema de geração e transmissão de energia elétrica de grande porte, operado por empresas de natureza pública e privada, gerenciado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (“ONS") sob fiscalização e regulação da ANEEL. Assim, o ONS é responsável por desenvolver estudos e ações sobre o sistema para gerenciar as diferentes fontes de energia e a rede de transmissão, de forma a garantir a segurança do suprimento contínuo em todo o país. A ONS ainda coordena e controla a operação e instalação de todas as companhias de geração e transmissão de energia elétrica do SIN. Quando a ONS verifica que é preciso mais linha de transmissão, é realizado um leilão para que as empresas possam dar seus lances a fim de garantir a concessão desta linha, realizando todos os procedimentos para instalar essas linhas. Esses contratos tem prazo de 30 anos de duração, dando maior previsibilidade de receita para essas empresas.

O Contrato de Prestação do Serviço de Transmissão (“CPST”) é celebrado com o ONS, que é responsável por celebrar os contratos de prestação de serviço de transmissão, e com as concessionárias nos quais estas assumem a responsabilidade pela operação e manutenção das instalações. A receita dessas empresas de transmissão será através da RAP (Receita Anual Permitida). A RAP é baseada na disponibilização das instalações, que sofrem descontos em caso de indisponibilidade dos ativos. Tais receitas independem do volume de energia transmitido no sistema e do preço da energia. Portanto, o importante para as empresas de transmissão é manter a disponibilidade total das linhas, evitando descontos.

Ao longo dos anos a RAP passou por algumas mudanças na forma de remunerar as empresas de transmissão, conforme o quadro abaixo:

Resumo das mudanças de remuneração nas RAPs.

O cálculo da RAP considera diversos fatores, como os custos operacionais das empresas, a taxa de remuneração definida pela ANEEL, os investimentos em novos empreendimentos, entre outros. A ANEEL realiza um processo de revisão tarifária periódica, no qual são estabelecidos os novos valores de RAP para o próximo período de remuneração. Essa revisão leva em conta aspectos como a eficiência operacional das empresas e as condições do mercado. As empresas de geração e transmissão têm o direito de receber essa remuneração durante o período determinado. A RAP é paga mensalmente às empresas.

No setor elétrico brasileiro, a RAP (Receita Anual Permitida) é paga pelos consumidores de energia elétrica. A remuneração das empresas de geração e transmissão, estabelecida pelo mecanismo da RAP, é repassada aos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica. Quando os consumidores pagam suas contas de energia elétrica, uma parcela desse valor é destinada a cobrir os custos de operação, investimentos e a remuneração das empresas de geração e transmissão. Essa parcela é calculada levando em consideração a Receita Anual Permitida definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

É importante ressaltar que a RAP não representa um custo adicional para os consumidores, mas sim uma parte do valor total das tarifas de energia elétrica.

Segue abaixo os valores de RAP pagas:

Resumo das RAPs pagas para cada empresa.

Vale lembrar que as empresas de transmissão de energia elétrica levam de 2 a 4 anos para colocar seus projetos em operação, projetos esses que dependem de aprovações e licenças ambientais. Quanto mais rápido os projetos forem entregues, os custos de implantação são reduzidos e as transmissoras iniciam o recebimento da RAP.

Outro valor que a Companhia recebe, ainda com fluxos de valores consideráveis, é referente à RBSE (Rede Básica do Sistema Existente), desde 2016. A RBSE foi criada para indenizar as transmissoras de energia elétrica por ativos antigos de concessão de transmissão de energia que ainda não haviam sido amortizados e que foram renovados antecipadamente pela Medida Provisória 579/2012, posteriormente convertida em Lei 12.783/2013. O objetivo da lei foi reconhecer os investimentos realizados que não haviam sido totalmente amortizados e assim garantir a manutenção da infraestrutura, compensar financeiramente as transmissoras, permitindo a continuidade dos investimentos e promover estabilidade e previsibilidade para o setor elétrico.

Com suas atividades e de suas empresas controladas e coligadas, a Isa Energia está presente em 18 estados do País, sendo responsável por transmitir aproximadamente 30% de toda a energia elétrica do Brasil e cerca de 94% da energia do Estado de São Paulo.

Torres de Transmissão da Isa Energia.

As ações da Companhia estão listadas no segmento de Nível 1 da B3 S.A., sob os códigos ISAE3 e ISAE4. A Companhia adota as práticas diferenciadas de Governança Corporativa – Nível 1, da B3 desde setembro de 2002. Os compromissos assumidos por conta da referida adesão garantem maior transparência da Companhia com o mercado, investidores e acionistas, facilitando o acompanhamento dos atos da Administração.

ISA ENERGIA BRASIL tem entre seus investidores a Eletrobras (Axia Energia), maior grupo brasileiro de energia elétrica. Das ações da Companhia, cerca de 58% estão em poder de investidores nacionais e 42% pertencem a investidores estrangeiros. Segue abaixo como está a estrutura acionária da companhia:

Estrutura acionária da companhia.

Com sede na Colômbia, a ISA (Interconexión Elétrica S.A.) é a acionista majoritária da Companhia. Com uma trajetória de mais de 55 anos, a empresa multilatina possui experiência em setores fundamentais de infraestrutura, como os de energia elétrica, rodovias e telecomunicações. As empresas investidas pela ISA desenvolvem seus negócios e contribuem para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas em diferentes países da América Latina, além do Brasil – Colômbia, Chile, Peru, Bolívia, Argentina –, e países da América Central. Ao todo, esses negócios empregam mais de 5 mil colaboradores, em 53 empresas.

Dessa forma, a Interconexión Elétrica está posicionada como uma das maiores transmissoras internacionais de energia elétrica da América Latina com sistemas de transmissão de alta voltagem, com 46,4 mil km de linhas de transmissão e 92,6 mil MVA de capacidade de transformação em operação e 7,4 mil km de linhas de transmissão e 15,5 mil MVA de capacidade de transformação em construção.

Atualmente, a Companhia integra os seguintes índices: Índice Bovespa (Ibovespa B3), Índice Brasil Amplo (IBRA), Índice de Dividendos (IDIV), Índice de Energia Elétrica (IEE), Índice de Governança Corporativa (IGC), Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT), Índice MidLarge Cap (MLCX), Índice de Utilidade Pública (UTIL), Índice Brasil 100 (IBrX100), Índice Carbono Eficiente (ICO2), Índice Bovespa Smart Dividendos (IBSD), Índice Bovespa BR+ (IBBR), Índice de Diversidade (IDVR), Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), Índice Bovespa B3 Empresas Privadas (IBEP), Índice Bovespa B3 Equal Weight (IBEW), IBOV BR+ Equal Weight B3 (IBBE), Índice Bovespa Smart Low Volatility B3 (IBLV), IBOV BR+ Cap 5% B3 (IBBC), e Índice Bovespa BR+ Equal Weight B3 (IBBE).

A Companhia também foi integrada ao IDIVERSA B3, o primeiro índice da América Latina focado em diversidade. Essa inclusão ressalta o compromisso da ISA ENERGIA BRASIL com práticas de inclusão e a importância da diversidade como critério essencial de investimento, refletindo seus esforços em promover um ambiente de trabalho diversificado e inclusivo.

A companhia também se destaca na questão da sustentabilidade, sendo reconhecida pela B3 como uma das 30 empresas mais sustentáveis do Brasil, integrando simultaneamente os índices ISE, ICO2 e IDIVERSA. Também foi finalista no Prêmio BandNews Marcas Mais Admiradas, na categoria Sustentabilidade, e recebeu o Selo Igualdade Racial 2025 da Prefeitura de São Paulo, reforçando seu compromisso com práticas responsáveis, inclusão e governança voltada à redução das desigualdades.

Planta de geração de energia solar da companhia.

Além disso, a Isa concluiu auditorias externas que confirmaram a manutenção da certificação ISO 45.001, voltada à saúde e segurança ocupacional, e ampliaram outra certificação de Sistema de Gestão Ambiental, a ISO 14.001, para a sede corporativa e mais 28 subestações, totalizando 83 ativos certificados. Essas conquistas comprovam a robustez e a evolução contínua dos sistemas de gestão ambiental e de segurança da empresa, assegurando conformidade com padrões internacionais, eficiência no uso de recursos e melhoria contínua.

Outro projeto voltado à sustentabilidade é a inauguração da terceira usina solar, que contribui para trajetória NET ZERO da Companhia até 2050. Esta terceira usina solar de autoconsumo remoto na Subestação Embu Guaçu tem capacidade instalada de 561,70 kW e uma redução estimada de 66,5 toneladas de CO₂e por ano. Essa iniciativa soma-se às usinas em Mogi Mirim III (500 kW) e Assis (214 kW), que evitam cerca de 49 t e 17 t de CO₂ anuais, respectivamente. A iniciativa amplia a geração própria e reforça a estratégia de descarbonização e eficiência energética. Em 2026, há previsão de inauguração de mais uma usina em Botucatu.

Por fim, a Isa é uma excelente pagadora de dividendos, com um histórico consistente e crescente, conforme podemos ver abaixo:

Histórico de proventos da companhia.