Página 1 de 1

Notícias de Hoje - 12/03/2026

Enviado: Sex Mar 13, 2026 12:26 am
por Henri Dotto
- Índice de Small Caps (SMLL) encerra sessão com perdas de 3,91%, aos 2.352,68 pontos
- Índice de BDRs (BDRX) termina com baixa mínima de 0,01%, aos 23.875,84 pontos
- Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerra pregão com menos 0,20%, aos 3.865,94 pontos

- Ibovespa: Petrobras é pelo oitavo dia seguido a ação mais negociada da sessão; confira a lista

Ativo | Negócios, Dia (%)
-------------------------------
PETR4 | 111.673, 0,45%
PRIO3 | 98.687, 0,25%
VALE3 | 53.795, -0,76%
BBAS3 | 48.316, -4,38%
CSAN3 | 44.840, -5,53%

- Ibovespa: SLCE3 é a maior alta do dia; veja as demais

Ativo | Dia (%), Valor (R$)
--------------------------------
SLCE3 | 4,34%, R$17,56
MBRF3 | 3,16%, R$16,99
PETR3 | 1,45%, R$49,65
BRKM5 | 1,33%, R$12,20
PETR4 | 0,45%, R$45,00

- Ibovespa: YDUQ3 é a maior baixa do dia; veja a lista

Ativo | Dia (%), Valor (R$)
--------------------------------
YDUQ3 | -14,83%, R$10,28
CSNA3 | -14,45%, R$6,10
EMBJ3 | -11,01%, R$74,73
PCAR3 | -8,15%, R$2,48
VBBR3 | -7,48%, R$29,18

- DIs: juros futuros terminam dia com altas por toda a curva

Ativo | Taxa (%), Variação (pp)
--------------------------------------
DI1F27 | 13,995%, 0,285
DI1F28 | 13,495%, 0,320
DI1F29 | 13,525%, 0,325
DI1F31 | 13,805%, 0,310
DI1F32 | 13,885%, 0,300
DI1F33 | 13,920%, 0,280
DI1F34 | 13,915%, 0,250
DI1F35 | 13,920%, 0,260

- Ibovespa termina com baixa de 2,55%, aos 179.284,49 pontos
Máxima: 183.991,88
Mínima: 178.494,99
Diferença para a abertura: +4.684,86 pontos
Volume: R$ 35,70 bilhões

- Dólar comercial fecha com forte alta de 1,62%
Venda: R$ 5,242
Compra: R$ 5,242
Mínima: R$ 5,157
Máxima: R$ 5,250

- Principais índices em Nova York fecham dia com amplas baixas
Dow Jones -1,56%
S&P 500 -1,52%
Nasdaq -1,78%

- Petróleo: Brent com vencimento em abril fecha dia com ganhos de 9,22%, a US$ 100,46
- Petróleo: WTI com vencimento em abril fecha dia com alta de 9,72%, a US$ 95,73

- Notícias de Hoje: O Ibovespa perdeu amplos 2,55%, aos 179.284,49 pontos, uma queda de 4.684,86 pontos. Na mínima, chegou aos 178.494,99 pontos. Um desastre total. Em Wall Street, baixas amplas também: os principais índices perderam todos mais de 1%. Na Europa, o mesmo caminho, ladeira abaixo.
O real igualmente não resistiu ao mau humor generalizado e viu o dólar comercial disparar 1,62%, a R$ 5,242. Os DIs (juros futuros) avançaram por toda a curva e também acima de 1%.
Tudo isso porque o dia começou com a notícia de que o petróleo internacional havia rompido novamente a barreira dos US$ 100. Isso horas depois da AIE (Agência Internacional de Energia) aprovar a liberação recorde de 400 milhões de barris das reservas estratégicas de seus membros para tentar conter a crise de oferta, com os EUA respondendo por 172 milhões de barris da operação. Não teve jeito. A AIE entende que a guerra contra o Irã provocou uma interrupção recorde na oferta de petróleo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, parece lutar contra a lógica. Ele segue dizendo que venceu a guerra, mas o fato é que a guerra continua. Israel continua invadindo o Líbano e atacando o Irã. E o Irã continua fechando o Estreito de Ormuz e fazendo ameaças. Os drones voam por todo o Oriente Médio, contrariando o mandatário dos EUA.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, foi mais pé no chão: afirmou que a marinha norte-americana não está preparada para escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Não há uma só notícia positiva neste 13º dia de guerra. Por isso, azedou geral.
Diante do cenário crítico, o governo brasileiro teve que se mexer. Anunciou hoje que irá zerar a incidência de PIS e Cofins sobre a importação e a comercialização do diesel. A medida, que vem aliada a uma subvenção, é uma tentativa de conter a alta do combustível no país após a disparada do petróleo.
Haverá também uma alta no imposto de exportação, para não só equilibrar o efeito fiscal da medida, como para garantir produto de energia no território nacional. Outra medida é combater e fiscalizar os preços abusivos eventualmente praticados por distribuidores e postos de combustíveis. É uma guerra interna.
O dia teve mais notícias amargas: o IPCA de fevereiro veio acima do esperado, embora com ponderações positivas. Analistas entendem que o processo de desinflação continua.
Semana que vem o Copom se reúne para decidir sobre a Selic, com uma queda já contratada, segundo o comunicado da reunião de janeiro. Mas a guerra azedou o sentimento. E pode fazer agora a autoridade monetária ser ainda mais cautelosa.
Quase ninguém se salvou nesta quinta. Vale (VALE3) caiu 0,76%, mesmo com minério de ferro em alta. Os bancos desabaram todos acima de 2%, com Santander Brasil (SANB11) perdendo 4,44% e BB (BBAS3) caindo 4,38%.